Argélia lança ofensiva de charme contra os EUA

Até onde pode ir a reaproximação inesperada? Durante várias semanas, a Argélia tem feito aberturas aos Estados Unidos – em total contraste com a sua reputação de longa data como aliado tradicional da Rússia. “Não há limites para a nossa cooperação bilateral”, declarou o embaixador argelino em Washington, Sabri Boukadoum, em 18 de Novembro, durante comentários no Stimson Center, um grupo de reflexão sobre assuntos externos. “Estou muito otimista”, acrescentou.

Este tom positivo reflecte uma nova realidade: a Argélia intensificou recentemente os esforços para conquistar a América de Donald Trump. A ofensiva do charme está intimamente ligada ao crescente isolamento do país na cena mundial, resultado de repetidas crises com Marrocos, Espanha, Mali e, mais recentemente, França. A aumentar a tensão está o esfriamento das relações com a Rússia, cujos paramilitares Wagner – agora conhecidos como Africa Corps – se tornaram uma fonte de irritação perto das fronteiras desérticas da Argélia com Marrocos e o contestado Sahara Ocidental. Perante esta adversidade, ganhar o favor do imprevisível Trump permitiu à Argélia aliviar a pressão, embora à custa de algumas brigas diplomáticas.

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Fonte: Le Monde

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