Na Conferência de Segurança de Munique, em meados de Fevereiro, a Primeira-Ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, emitiu um alerta. Mesmo que a anexação da Gronelândia já não parecesse ser uma prioridade máxima para a Casa Branca, “penso que o desejo do presidente dos EUA é exactamente o mesmo”, disse ela. Para os dinamarqueses e groenlandeses, a mensagem do presidente dos EUA, Donald Trump, publicada na plataforma de mídia social Truth Social durante a noite de 21 para 22 de fevereiro, confirmou essa visão. Na sua mensagem, o presidente americano anunciou o envio de um “grande barco-hospital para a Gronelândia para cuidar das muitas pessoas que estão doentes e não recebem cuidados lá”.
Este movimento não solicitado, visto como uma provocação por Nuuk e Copenhaga, provocou reações imediatas. “A resposta é: não, obrigado”, disse o primeiro-ministro gronelandês, Jens-Frederik Nielsen, sublinhando que o território autónomo dinamarquês beneficia de “um sistema de saúde pública onde os cuidados são gratuitos para os cidadãos”, o que “não é o caso nos Estados Unidos, onde consultar um médico custa dinheiro”. Mette Frederiksen também escreveu que estava “feliz por viver num país onde o acesso aos cuidados de saúde é gratuito e igual para todos”, acrescentando que “não é o seguro ou a riqueza que determina se alguém recebe tratamento adequado”.
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Fonte: Le Monde












