A visita de Starmer à China simboliza a mudança dos líderes ocidentais em meio ao desconforto com Trump

Semana após semana, em Pequim, líderes de potências médias aliadas aos EUA têm feito visitas consecutivas ao país, para fortalecer os laços dos seus países com a China, numa altura em que as suas relações com a administração Trump se deterioraram continuamente. Estas visitas diplomáticas seguiram mesmo um padrão previsível, com chegadas na quarta-feira à noite, seguidas de reuniões com o Presidente chinês, Xi Jinping, no Grande Salão do Povo, na quinta ou sexta-feira, para sublinhar conjuntamente a importância de um mundo estável, previsível e baseado em regras, seguidas de uma reunião com o Primeiro-Ministro Li Qiang.

Na quinta-feira, 29 de janeiro, foi a vez do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, participar nestes procedimentos, na primeira visita à China de uma primeira-ministra britânica desde Theresa May, em 2018, antes da dura repressão de Pequim a Hong Kong e dos anos de pandemia da Covid-19. Starmer declarou claramente o seu desejo de reavivar as relações do Reino Unido com a China, embora sem a ingenuidade que caracterizou uma reaproximação anterior sob David Cameron. Em 2015, Cameron levou Xi a um pub para comer peixe com batatas fritas e uma caneca de IPA, antes do seu chanceler do Tesouro, George Osborne, realizar uma visita a Xinjiang, a região chinesa conhecida pela repressão da população minoritária uigure. Até hoje, Osborne continua a ser o único político europeu de alto nível que participou numa tal manifestação pública.

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Fonte: Le Monde

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