A República Islâmica do Irã, inimigo favorito de Netanyahu por 30 anos

Tem sido sua obsessão há muito tempo. De acordo com o primeiro -ministro israelense Benjamin Netanyahu, a “ameaça existencial” que paira sobre Israel não é palestina nem árabe. Vem do Irã e de seu programa nuclear. Essa obsessão, contra a qual ele criticou desde que explodiu pela primeira vez no cenário político, está enraizado em suas convicções ideológicas, análises estratégicas, história pessoal e, como sempre com o primeiro-ministro do Serviço Solitário de Israel, suas manobras políticas. A tal extrema que um de seus rivais políticos, formou o chefe do pessoal geral Shaul Mofaz, nascido no Irã, disse, em 2012, que Netanyahu foi dirigido por “uma convicção messiânica para bombardear o Irã”.

Meir Dagan, chefe da Agência de Inteligência do Mossad de Israel entre 2002 e 2010, argumentou, em 2015, que atacar o Irã correria o risco de infligir danos à estratégia de segurança de Israel e acelerar a corrida do Irã por armas nucleares, dada a persistência de estar sob. No entanto, uma perspectiva tão pragmática sobre o Irã nunca interessou a Netanyahu. Em sua visão de mundo maniqueiana, caracterizada por um “choque de civilizações” entre os chamados regimes islâmicos radicais “bárbaros” e a “civilização judaico-cristã”, com Israel como ponta de lança, o Irã sempre representou o inimigo ideal.

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Fonte: Le Monde

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