Quando o projeto foi anunciado em 13 de julho de 2017, foi apresentado como a afirmação de uma parceria franco-alemã “eficiente e ambiciosa”, defendida por Emmanuel Macron, presidente recém-eleito, e pela então chanceler alemã, Angela Merkel. Menos de nove anos depois, tornou-se, em vez disso, um símbolo do crescente conflito entre os dois países sobre questões de defesa. Embora não tenha sido oficialmente abandonado, o Future Combat Air System (FCAS) ficou paralisado. Com um orçamento previsto de quase 100 mil milhões de euros, teria sido o maior projeto de cooperação industrial alguma vez lançado na Europa.
Paris, Berlim e Madrid ainda não chegaram a acordo sobre como construir o caça a jato da próxima geração. A aeronave está no centro do FCAS e é apoiada por seis outros componentes, incluindo motor, nuvem tática, sensores, drones de combate, tecnologia furtiva e coerência geral do sistema. Este impasse surge apesar de dois anos de trabalho de engenharia e de longas negociações intergovernamentais, bem como de vários milhares de milhões de euros já gastos. A França orçou 1,2 mil milhões de euros em novos compromissos para 2026. Estes pilares também estão divididos entre várias empresas dos três países, incluindo a Safran e Thales da França, a Indra da Espanha e a MTU da Alemanha.
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Fonte: Le Monde













