Desde que assumiu a AstraZeneca em 2012, o franco-australiano Pascal Soriot transformou a empresa farmacêutica britânica, que antes ficava atrás dos concorrentes, numa potência de inovação global. O grupo, que hoje emprega mais de 94.000 pessoas, gerou 54,1 mil milhões de dólares (46,10 mil milhões de euros) em receitas em 2024, sendo quase 43% provenientes dos Estados Unidos. Soriot salienta que a Europa enfrenta agora uma dupla ameaça. Por um lado, as principais empresas farmacêuticas estão a investir pesadamente nos Estados Unidos para evitar que os seus produtos sejam fortemente tributados pela administração Trump. Por outro lado, a China já é líder em genéricos e tornou-se um concorrente formidável em medicamentos inovadores.
A Europa ainda é uma grande potência farmacêutica?
Esse costumava ser o caso. Quando comecei nesta indústria, a maior parte da inovação farmacêutica veio da Europa. Mas as coisas mudaram nos últimos 20 anos. Os EUA cresceram para se tornarem o principal centro de inovação. Entretanto, a China, que outrora se concentrou nos genéricos, tem investido maciçamente em novas tecnologias ao longo dos últimos sete ou oito anos, avançando a uma velocidade vertiginosa. Durante este período, a Europa, optando pela regulamentação em vez do apoio ao desenvolvimento da indústria, ficou para trás.
Você ainda tem 82,68% deste artigo para ler. O resto é apenas para assinantes.
Fonte: Le Monde













