A Europa rejeita as ameaças dos EUA sobre a soberania, mas considera as opções limitadas

No meio da sua recente demonstração de força militar na Venezuela, o presidente dos EUA, Donald Trump, reavivou uma questão de longa data: e se os americanos fincassem a sua bandeira na Gronelândia de uma vez por todas? “O presidente deixou claro que a aquisição (da ilha do Ártico, um território dinamarquês autónomo) é uma prioridade para a segurança nacional dos EUA”, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, na terça-feira, 6 de janeiro.

Esta declaração demonstrou mais uma vez a intenção do presidente dos EUA de desafiar a soberania da Dinamarca sobre a ilha de 56 mil habitantes. Na terça-feira, o secretário de Estado, Marco Rubio, disse aos legisladores dos EUA que a opção preferida de Trump era comprar a Gronelândia à Dinamarca, descartando uma invasão iminente.

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Os Estados Unidos mantêm uma presença militar de longa data na Gronelândia, regulada por acordos de defesa que foram renegociados muitas vezes. O primeiro acordo, colocando a ilha sob proteção americana, foi assinado em 1941 pelo embaixador dinamarquês em Washington. Na altura, o diplomata temia que a Alemanha nazi pudesse assumir o controlo da ilha após a ocupação da Dinamarca. Após a Segunda Guerra Mundial, Copenhaga pediu aos americanos que se retirassem, mas Washington fez tudo o que pôde para manter a sua presença. Ainda na altura, os EUA propuseram comprar o território.

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Fonte: Le Monde

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