A Europa encontra-se marginalizada e humilhada pela administração Trump

Os representantes americanos escolheram o dia, o local e a lista de convidados, não deixando deliberadamente espaço para a Europa. Na quinta-feira, 4 de dezembro, em Miami, Flórida, não muito longe da residência de Donald Trump em Mar-a-Lago, o enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner, reuniram-se com o negociador-chefe ucraniano, Rustem Umerov, e com o chefe das forças armadas ucranianas, Andrii Hnatov, para partilhar detalhes das suas negociações em Moscovo, dois dias antes, com Vladimir Putin. Não foi alcançado qualquer compromisso sério com o presidente russo, que continuou a fazer exigências maximalistas para forçar a capitulação de Kiev.

Mas a principal preocupação dos ucranianos e dos seus aliados europeus não é apenas a Rússia. Agora são os EUA. Poucas horas depois de os dois homens de confiança de Trump se terem encontrado com Putin, Kirill Dmitriev, antigo chefe do Fundo Russo de Investimento Directo e conselheiro próximo do líder do Kremlin, divulgou detalhes das conversações sobre X, alegando que o documento, revisto “em detalhe”, era um plano de 27 pontos. Isto correspondeu de perto ao inicial Plano de paz de 28 pontos, vazado em 21 de novembro, que favorecia fortemente as exigências russas.

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Fonte: Le Monde

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