43 ANOS DE “SWEET DREAMS (ARE MADE OF THIS)”

Lançada em janeiro de 1983, Sweet Dreams (Are Made of This) completa 43 anos como uma das canções mais influentes da música pop. O single marcou a virada definitiva do Eurythmics, formado por Annie Lennox e Dave Stewart, e ajudou a consolidar a estética eletrônica nos anos 1980.

Crédito da imagem: Capa do single “Sweet Dreams (Are Made of This)” (1983), do Eurythmics. Divulgação.

Gravada de forma minimalista em um estúdio caseiro, a música apostou em sintetizadores, drum machines e uma linha de baixo hipnótica, contrastando com a voz marcante e andrógina de Annie Lennox. O resultado foi um som frio, direto e irresistível — diferente de tudo que tocava no rádio à época.

O impacto foi imediato. A canção alcançou o 1º lugar da Billboard Hot 100 nos Estados Unidos e liderou paradas em diversos países, transformando o Eurythmics em fenômeno global. O videoclipe, com Lennox de terno, cabelo curto e expressão desafiadora, tornou-se um ícone cultural, ajudando a redefinir discussões sobre imagem, identidade e presença feminina no pop.

Quatro décadas depois, a música segue onipresente na cultura popular — regravada, sampleada e licenciada para cinema, TV e publicidade, além de figurar constantemente em listas de “maiores músicas de todos os tempos”. Seu refrão simples e provocativo continua atual, atravessando gerações sem perder força.

Aos 43 anos, “Sweet Dreams (Are Made of This)” permanece como símbolo da era synth-pop, um lembrete de que inovação, atitude e boas ideias envelhecem melhor do que qualquer tecnologia.

As versões mais famosas

Acompanhe a seguir algumas das regravações mais conhecidas de “Sweet Dreams (Are Made of This)”, que ajudaram a manter o clássico dos anos 80 vivo em diferentes épocas e linguagens musicais.

Marilyn Manson

A releitura de Marilyn Manson, lançada em 1995 para a trilha do filme The Faculty, é a mais impactante após o original. A versão transformou o synth-pop em industrial rock, com clima sombrio e agressivo, levando a música a um novo público nos anos 1990 e consolidando-a como um hino de reinvenção estética.

Tori Amos

Tori Amos nunca lançou a canção como single oficial, mas suas interpretações ao piano em apresentações ao vivo nos anos 1990 se tornaram referência. Minimalistas e introspectivas, essas versões revelam camadas emocionais da composição que contrastam com a frieza eletrônica do original.

Emily Browning

Em 2011, Emily Browning gravou uma versão etérea e cinematográfica para o filme Sucker Punch. Com arranjo delicado e atmosfera melancólica, a releitura ganhou destaque entre públicos mais jovens e ajudou a recolocar a música em evidência no início da década de 2010.

La Bouche

Nos anos 1990, releituras e adaptações associadas ao universo eurodance, frequentemente ligadas a grupos como La Bouche, mantiveram “Sweet Dreams” presente nas pistas e no imaginário pop europeu. Ainda que não haja um cover de estúdio amplamente consagrado, essas versões performáticas reforçaram a versatilidade do clássico.

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Fonte: Antena 1

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